sexta-feira, 23 de março de 2012

A PI nas mãos das crianças


A madrugada de Quarta-Feira dia 29 de Fevereiro provavelmente revolucionou um mundo tecnológico que começou com a anciã ZX Spectrum (1982) e agora chega este ano do Reino Unido pelas mãos de uma fundação denominada Raspberry Pi Foundation (pois, já não era sem tempo haver mais uma fruta no mercado tecnológico). Este novo pedaço de tecnologia foi posto à venda às 6 da manhã dessa data, tendo esgotado o seu stock de 10.000 unidades quase no mesmo momento.

O Raspberry Pi é um computador que é constituído de uma só board do tamanho de um cartão de crédito e contem portas para cartão SD, entradas USB, uma entrada de Ethernet, uma saída de vídeo (para televisões analógicas), uma saída áudio, uma saída HDMI e uma entrada para fontes de alimentação micro USB. O pequeno computador opera sobre um sistema operativo Linux (sendo o Fedora o mais recomendado) e está fortemente ligado à linguagem de programação Python (daí o nome Raspberry Pi).
No entanto o mais intrigante é sem dúvida o preço: $ 35 pelo modelo actual (mais ou menos € 26) e daqui a uns meses será lançada uma versão sem entrada Ethernet a $ 25 (mais ou menos € 19). Portanto,  aqui temos um computador que, sem rato, teclado e monitor custa pouco mais do que uma saída relativamente calma num Sábado à noite.

Embora a euforia inicial tenha sido largamente liderada pelo público especializado (leia-se “geeks”), o Raspberry Pi foi criado para inspirar uma nova geração de jovens programadores e reavivar a chama do entusiasmo pela programação (tanto em escolas como em casa). Com um futuro seguramente dominado por software em todos os meios possíveis imaginários, uma criança que domine os segredos misteriosos da programação poderá facilmente ter o futuro mercado de trabalho nas suas mãos.
Destaque-se ainda uma futura campanha da Raspberry Pi Foundation que envolve  comprar um computador e dar outro (a alguém que precise) e em Setembro arranjarem uma forma de meter os computadores directamente nas escolas ou, melhor ainda, nas mãos das crianças – muito à semelhança do nosso portátil Magalhães.
Resumindo, trata-se de uma simples “board tudo-em-um” tecnicamente capaz de fazer o que lhe é pedido e que poderá ser complementada com os componentes, sistema operativo e software que o utilizador desejar, a um preço dez vezes inferior aos computadores que se encontram actualmente no mercado.
Porquê a inclusão deste assunto no Ex-Libris Conundrum? Pois bem, não só pelo nome do produto sugestivo (pois será, na minha interpretação, uma verdadeira ferramenta de aprendizagem para a criação de programas informáticos – que também é propriedade intelectual), mas também pelo interesse histórico, pois esta tecnologia, nas mãos certas e nas mentes verdadeiramente sedentas por aprender, poderá revolucionar o mundo daqueles que não teriam a oportunidade de aceder a tal tecnologia e, consequentemente, revolucionar o mundo propriamente dito.
Aqui fica o link para os mais curiosos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aos corajosos intelectuais da nossa praça. Um obrigado.

Aqui vos deixo um excerto simplesmente fabuloso que desencantei nas minhas pesquisas recentes. O autor é um professor de Berkeley - Robert P. Merges - e o excerto retirado da conslusão do seu livro "Justifying Intellectual Property":

"It takes courage to try to create something new, and even more courage to send it out into the world in hopes of a good reception. Any author, musician, songwriter, inventor, or designer can vouch for that. To me, IP rights represent an important token of respect and recognition for those souls brave enough to launch their creations out into the roiling sea in search of an audience or a market. These rights have a pratical side too, of course: without them these acts of bravery would often not add up financially. The prospect, or more often hope, of maybe making a living out of this helps the creative class going. IP gives them a reason to believe that some day, for some of them anyway, a real career could be made by doing what they are best at."

Para os mais curiosos, aqui fica o link para o livro na Amazon.

sábado, 10 de março de 2012

British Library - "Mecca" de Propriedade Intelectual

(ou, where British books go to sleep)

A British Library em Londres é a maior biblioteca a nível de volume de títulos / itens disponíveis: por volta de 150 milhōes de títulos (ficando, no entanto, atrás da Library of Congress de Washington D.C. a nível de número de livros disponíveis).

A British Library é o depósito legal Britânico, recebendo todos os títulos produzidos no Reino Unido e Irlanda (bem como muitos outros livros internacionais), adicionando mais ou menos 3 milhōes de títulos novos por anos - o que equivale a 9.6 kms de novo espaço em prateleiras.

Aqui ficam umas fotografias das minhas manhãs de pesquisa na British Library: